Blogus Petri

Entrevista

February 10, 2010 · Leave a Comment

Há umas semanas, dei uma entrevista à Catarina Reis da Fonseca, que é uma amiga já dos tempos de secundário, e que eu até trato por Ana (mas isso agora não interessa). A Ana (lá está) frequenta o Mestrado em Jornalismo da Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa e pediu-me para fazer esta entrevista, para a cadeira “Ateliê de Reportagem, Entrevista e Edição de Imprensa”. Eu disse que sim, e o resultado pode ser lido AQUI. Quaisquer erros e/ou barbaridades são da minha autoria, e é a mim que deverão enviar as ameaças ou mensagens de desdém.

→ Leave a CommentCategories: Uncategorized

Estocolmo

December 1, 2009 · 2 Comments

Estou a escrever de um belo quarto de hotel em Estocolmo, extremamente relaxado e com uma enorme vontade de dormir. Cheguei a pensar em postar alguma coisa antes, mas não se proporcionou. Estou muito contente por estar aqui e, tal como era de esperar, a viagem está a ser produtiva. Há sempre alguma novidade nesta cidade, que tem um rácio estranho de mulheres/homens pelos padrões portugueses e um rácio ainda mais estranho de pessoas bonitas/pessoas feias pelos mesmos padrões. As coisas que me trouxeram aqui, assim como os passeios que já dei, deram-me prazer. Daqui a 8 horas estarei em Helsínquia, que nunca visitei: estou curiosíssimo.

Sinto-me bem cá em cima e, se pudesse, ficava até ser obrigado a descer até ao país onde, por acaso, nasci.

→ 2 CommentsCategories: Viagens

A importância de, simplesmente, lavar as mãos

November 19, 2009 · 2 Comments

Okay, eu escrevi um post sobre a sobrestimação de lavar as mãos quando se está prestes a deglutir uma bela refeição. Vou ter de acrescentar uma excepção. É uma espeficidade cirscunstancial,vá. Quem não tiver na sua linha do tempo uma lavagem de mãos entre o presente e a última ida à casa de banho pode lavar as mãos à vontade. Pode até cantar uma música sobre isso, bem alto, se quiser. Eu vou agradecer. Este “eu” pode ser o meu sistema imunitário; não tem, necessariamente, de ser um “eu” consciente. É incrível o número de pessoas que não lavam as mãos na casa de banho, depois de fazerem o que ninguém pode fazer por elas. Cada ida a uma casa de banho pública bem povoada tem sido, ultimamente, um repensar de apertos de mão e de outras interacções humanas cujas memórias me deviam fazer sentir bem ou, pelo menos, indiferente.

Este post, provavelmente, vai contra tudo o que disse no outro. No entanto, por alguma razão, continuo, modéstia à parte, a concordar com ambos. A vida nem sempre é lógica. (Sim, parti de dois posts sobre lavar as mãos para a vida)

→ 2 CommentsCategories: Uncategorized

Londres

November 14, 2009 · 1 Comment

Há uma semana estava em Londres – a minha primeira vez. No princípio, ainda por causa do choque, talvez, não achei que fosse cidade para mim. Gostei logo de tudo, é certo, mas não era cidade para viver. Acontece que, lá mais para o fim da viagem, mudei de ideias. Continua a não ser o meu destino de eleição, mas era capaz de viver em Londres e adorar cada dia como se fosse o primeiro. A vida londrina – e eu sei que dela só tive uns cherinhos – é aquilo que se imagina e muito mais. Há coisas que não podem ser conhecidas só pelos livros, filmes e internet; é preciso ir lá. No entanto, as circunstâncias em que fiz esta viagem deram azo a situações e momentos que não são inerentes a uma ida Londres. Essas, definitivamente, têm de ser vividas. No fundo, são essas que guardo com mais carinho; as outras podem ser repetidas sempre que lá for.

P.S. – Eu sei que, eventualmente, vou voltar, nem que seja para ir a Camden comprar uma t-shirt e voltar no mesmo dia, à rico.

→ 1 CommentCategories: Uncategorized

Comboio #2

November 4, 2009 · 1 Comment

4 de Novembro de 2009, 16:13

Estou a caminho de Aveiro. Desta vez, o comboio está cheio e, de todas as pessoas que estão à minha volta, nenhuma me inspira uma vontade por aí além de mostrar toda a minha espectacularidade cultural, como da última. Tenho o computador comigo. Tive a sorte de encontrar um lugar livre ao pé de uma tomada eléctrica, o que é raríssimo, e aproveitei para adiantar algumas coisas. Quando digo adiantar algumas coisas, quero dizer ler coisas que não quis imprimir ou cuja impressão me ficaria cara na altura. Eu até prefiro ler documentos em papel do que num ecrã de computador, mas é incrível o volume que um artigo aqui e um texto ali formam ao fim de umas semanas. Prefiro ter meia dúzia de megabytes no disco rígido do que um quilo de folhas na pasta. É o mal de não viver no sítio onde estudo; tenho de andar com coisas para trás e para a frente e às vezes há escolhas que têm de ser feitas. Gostava de poder enumerar aqui algumas dessas grandes escolhas mas acho que, no fundo, tudo se resume mesmo a não poder levar quilos de folhas para casa no fim de semana por não me dar muito jeito. À semana, no entanto, pratico o livre tráfego de papelada de casa para a faculdade e vice-versa. Durante a semana vivo onde estudo, mas ainda é estranho considerar que não moro em Aveiro. Para mim, a semana no Porto é uma mera interrupção e Aveiro continua a ser o meu “paradigma espacial”. O Porto, em três anos, ainda não me conseguiu fazer pensar que é meu ou que eu sou dele. Há sítios que visitei muito poucas vezes que o fazem sem grande esforço. Espero não afastar potenciais visitantes.

A razão da viagem que estou a fazer é ir buscar uma coisa a Aveiro, de que me esqueci. Daqui a pouco, estarei dentro de outro comboio, igualzinho a este, no sentido inverso. Não é coisa que me transtorne, que eu gosto muito de andar de comboio. Mesmo quando acho que vai ser um frete, acabo por gostar. Tenho é de ter sempre comigo um fiel amigo: o leitor de mp3. Conforme o meu estado de espírito, pauto a viagem pela música que me apetecer ouvir. Fico mais chateado por me esquecer do leitor de mp3 do que por me esquecer da carteira. As coisas de que me privo por não ter carteira são bem menos interessantes do que as que me faltam quando me esqueço do iPod.

→ 1 CommentCategories: Comboio · Viagens

Não dá para mais

November 4, 2009 · Leave a Comment

Os meus posts, até agora, têm sido curtinhos. Infelizmente, acho eu, é coisa para continuar. Eu bem tento escrever coisas que ocupem mais do que meia-dúzia de linhas, mas não me sai. O meu gosto especial pela simplicidade também terá algum peso nisto, é certo; gosto muito da sensação de me realizar com coisas simples. Mesmo assim, gostava de escrever coisas mais longas e que obrigassem alguém a, pelo menos, fazer o dito scroll down, se bem que um blog não é* propriamente a plataforma ideal para testamentos. Se calhar não devia pensar no assunto, sequer.

*Sim, eu uso a quase sempre a expressão “se bem que” com verbos no modo indicativo. E sim, eu sei que ninguém está interessado em saber isso.

→ Leave a CommentCategories: Uncategorized

Comboio #1

October 29, 2009 · 4 Comments

26 de Outubro de 2009, 20:17

Estou no comboio para o Porto, o segundo comboio em que estou hoje. À minha frente está uma mulher com um ar desmazelado – mas culto – a ler um livro. Como também trouxe um livro para ler, sentei-me à frente dela. Talvez lhe queira mostrar que também gosto de ler e criar uma sensação de conforto e confiança, o que é, no mínimo, estranho, porque não lhe vou sequer dirigir uma palavra, nem ela a mim, e nunca mais nos vamos ver. Seja como for, tenho sempre essa sensação quando estou a ler ao pé de alguém que faz o mesmo, e acredito que as outras pessoas também a têm, pelo menos às vezes. Ainda não me sinto totalmente confortável porque o revisor ainda não passou por aqui; só quando ele passar é que posso sossegar e, então, começar a ler.

→ 4 CommentsCategories: Comboio · Viagens

Outono o tanas

October 28, 2009 · 1 Comment

Parece que fui enganado. O tempo continua quente, abafado e estúpido. Espero que isto seja só uma vaga de calor e que as temperaturas desçam em flecha daqui a uns dias. Espero que aconteça o mesmo com o Benfica. Por este andar, vou passar o Natal no jardim, a beber um cocktail e a ler o Seringador.

→ 1 CommentCategories: Uncategorized

Lisboa

October 26, 2009 · 1 Comment

Sempre disse que não gosto de Lisboa e sempre olhei com desdém ir lá por mais de um ou dois dias. Pensando bem no assunto, acho que nunca lá tinha estado por mais de um ou dois dias, que me lembre. Acontece que, na última semana, esta que passou, descobri que, afinal, gosto de Lisboa. Podia-me alongar sobre o porquê desta mudança de opinião, mas arrisco-me a cometer grandes gaffes geográficas e culturais. No entanto, posso dizer que não foi Lisboa sozinha que me fez gostar de si.

→ 1 CommentCategories: Lisboa · Viagens

A importância de ser o primeiro a lavar as mãos

October 20, 2009 · 3 Comments

Às vezes, perto da altura em que alguém se senta à mesa acompanhado, há outro alguém que diz que “[vai] só lavar as mãos”. Ora, uma pessoa sente-se porca. Sente-se porca porque só tem três hipóteses, e todas apontam para a falta de higiene:

i) Ignorar – continua-se com as mãos porcas e dá-se a entender que não se quer saber de higiene;

ii) Dizer “ah, claro, também vou.” – Deixa-se de ter as mãos porcas mas dá-se a entender que é preciso ser lembrado da sua própria higiene.

iii) Dizer que já se lavou as mãos – é quase sempre mentira e a pessoa que foi lavar as mãos sabe que é mentira.

A única maneira de uma pessoa se safar disto é ser a primeira a lavar as mãos.

→ 3 CommentsCategories: Uncategorized