CUNY Conference on the Word – Poster & Handout online

Finalmente – um ano e qualquer coisa depois – as comunicações e posters apresentados em New York estão online (pdf e audio). Fico contente! Foi a conferência a que mais gostei de ir, por vários motivos. Penso já ter disponibilizado o meu (e do João Veloso) poster, por isso fica aqui o link para a página geral.

http://www.cunyphonologyforum.net/word.php

26º ENAPL

No dia 23 de Outubro, vou estar no 26º Encontro Nacional da Associação Portuguesa de Linguística, com a comunicação “Etimologia não é morfologia” (em co-autoria com João Veloso). O programa provisório pode ser consultado na página na APL, aqui. Se eu estiver nervoso, a culpa é de, logo a seguir a mim, estar a Juliette Blevins.

III JORNADA DE ESTUDOS PÓS-GRADUADOS EM FONOLOGIA (GRUPO DE FONOLOGIA DO CLUP)

Sábado, 26 de Junho de 2010
Faculdade de Letras da Universidade do Porto – Sala 101

Entrada Livre

O programa pode ser consultado aqui.

Correr com música

Gosto de correr. Tenho corrido com alguma frequência. A minha cabeça esvazia-se e chego muito perto daquilo que toda a gente diz que é impossível: não estar a pensar em nada. Por causa disso, correr é uma boa oportunidade para ouvir música. Para mim, é mesmo um dado adquirido levar uns phones nos ouvidos. Ponho-me a ouvir um álbum que conheça bem ou que ainda não tenha ouvido e deixo-me ir. Quando aparece uma música de que não gosto, corro para lhe fugir, com afinco, como se cada segundo me roubasse energia, que preciso de preservar. As músicas de que gosto embalam-me e correm por mim.

Probabilidades

Li* que, ao contrário do que se possa pensar, a probabilidade de um número de 0000 a 9999 tirado à sorte ser 1111 ou 1567 é a mesma. As pessoas não têm razão para ficarem admiradas quando um número da lotaria é 6666 ou 1234; são números normalíssimos, como outros quaisquer, e matematicamente tão prováveis como outros quaisquer. Pus-me a pensar sobre isto e cheguei à conclusão de que há um aspecto que falta a quem faz esta análise: o que está em jogo é, na verdade, a saída de números peculiares. Isto significa que há um grupo de números que por terem uma determinada característica (capicuas, todos os algarismos iguais, etc.) saltam à vista, que são menos do que os restantes e que têm, por isso, uma probabilidade de saída menor que a dos restantes. É por isso que ficamos admirados por nos sair um 6666 ou um 1234.

* Quando tiver a referência completa, que não sei de cor, coloco-a aqui.

Magnética

Apareço na secção “Edit Yourself” do número deste mês da Magnética Magazine.

magnética

MAGNÉTICA.

Yay!

elingUP

A elingUP é uma revista científica electrónica anual destinada à publicação de trabalhos de estudantes de Licenciatura, Mestrado e Doutoramento da Universidade do Porto, na área de Línguística. É um projecto que me deixa muito orgulhoso – e aos restantes membros da direcção, João Veloso e Fátima Silva – e que espero que dure por muitos anos. Além dos trabalhos dos alunos, a revista tem também um espaço de entrevista, e a primeira foi-nos gentilmente concedida pelo Professor Francisco Lacerda, da Universidade de Estocolmo, e tem um significado muito especial. O número inaugural (Dez. 2009) pode ser consultado aqui: elingUP.

Entrevista

Há umas semanas, dei uma entrevista à Catarina Reis da Fonseca, que é uma amiga já dos tempos de secundário, e que eu até trato por Ana (mas isso agora não interessa). A Ana (lá está) frequenta o Mestrado em Jornalismo da Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa e pediu-me para fazer esta entrevista, para a cadeira “Ateliê de Reportagem, Entrevista e Edição de Imprensa”. Eu disse que sim, e o resultado pode ser lido AQUI. Quaisquer erros e/ou barbaridades são da minha autoria, e é a mim que deverão enviar as ameaças ou mensagens de desdém.

Estocolmo

Estou a escrever de um belo quarto de hotel em Estocolmo, extremamente relaxado e com uma enorme vontade de dormir. Cheguei a pensar em postar alguma coisa antes, mas não se proporcionou. Estou muito contente por estar aqui e, tal como era de esperar, a viagem está a ser produtiva. Há sempre alguma novidade nesta cidade, que tem um rácio estranho de mulheres/homens pelos padrões portugueses e um rácio ainda mais estranho de pessoas bonitas/pessoas feias pelos mesmos padrões. As coisas que me trouxeram aqui, assim como os passeios que já dei, deram-me prazer. Daqui a 8 horas estarei em Helsínquia, que nunca visitei: estou curiosíssimo.

Sinto-me bem cá em cima e, se pudesse, ficava até ser obrigado a descer até ao país onde, por acaso, nasci.

A importância de, simplesmente, lavar as mãos

Okay, eu escrevi um post sobre a sobrestimação de lavar as mãos quando se está prestes a deglutir uma bela refeição. Vou ter de acrescentar uma excepção. É uma espeficidade cirscunstancial,vá. Quem não tiver na sua linha do tempo uma lavagem de mãos entre o presente e a última ida à casa de banho pode lavar as mãos à vontade. Pode até cantar uma música sobre isso, bem alto, se quiser. Eu vou agradecer. Este “eu” pode ser o meu sistema imunitário; não tem, necessariamente, de ser um “eu” consciente. É incrível o número de pessoas que não lavam as mãos na casa de banho, depois de fazerem o que ninguém pode fazer por elas. Cada ida a uma casa de banho pública bem povoada tem sido, ultimamente, um repensar de apertos de mão e de outras interacções humanas cujas memórias me deviam fazer sentir bem ou, pelo menos, indiferente.

Este post, provavelmente, vai contra tudo o que disse no outro. No entanto, por alguma razão, continuo, modéstia à parte, a concordar com ambos. A vida nem sempre é lógica. (Sim, parti de dois posts sobre lavar as mãos para a vida)